Saúde

Urgente necessidade de vacinação contra pólio em Gaza

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Pausa humanitária pode não garantir cobertura ideal na campanha

A Faixa de Gaza enfrenta um momento crítico com o ressurgimento do poliovírus, exigindo uma campanha de vacinação que inicia no próximo domingo. No entanto, especialistas alertam que as pausas humanitárias previstas podem não ser suficientes para alcançar a proteção necessária.

A campanha de vacinação contra a poliomielite na Faixa de Gaza está prevista para começar no próximo domingo, mas depende da execução das pausas humanitárias anunciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A realidade na região, marcada por instabilidade e infraestrutura danificada, levanta preocupações quanto à eficácia dessa estratégia. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que o tempo de três dias para cada uma das duas rodadas de vacinação pode não ser suficiente para atingir a meta de 90% de cobertura vacinal necessária.

“Dada a insegurança, a movimentação população e o estado precário das estradas, é provável que esse curto período não garanta a imunização efetiva da população,” destacou Tedros, sublinhando que a cobertura será monitorada e poderá ser estendida por um dia adicional, se necessário. O objetivo é a imunização de cerca de 640 mil crianças com menos de dez anos que ainda não receberam a vacina contra a pólio ou que possuem o esquema vacinal incompleto.

Tedros enfatizou a urgência de proteger as equipes de saúde envolvidas na vacinação. “Pedimos que todas as partes assegurem a segurança dos profissionais de saúde, assim como das unidades de saúde e das crianças,” apelou. Ele ressaltou ainda que, embora as pausas humanitárias sejam benéficas, um cessar-fogo pleno é a única solução válida para assegurar o bem-estar das crianças de Gaza, pois “o melhor remédio é a paz”.

A OMS confirmou o primeiro caso de pólio na região em 25 anos, envolvendo um bebê de 10 meses que não recebeu as doses necessárias. O sequenciamento do poliovírus tipo 2 encontrado está relacionado a amostras ambientais recolhidas em Gaza.

Os apelos da OMS e Unicef por uma trégua destacam a urgência da situação. As pausas humanitárias são essenciais para que crianças e famílias possam acessar unidades de saúde com segurança. Sem elas, a campanha de vacinação pode falhar e, consequentemente, a saúde pública da região ficará gravemente comprometida.

A OMS está mobilizando 708 equipes compostas por aproximadamente 2,7 mil profissionais de saúde. Para interromper a propagação da pólio, é crucial que a cobertura vacinal alcance 90% em cada rodada da campanha, especialmente em meio aos desafios enfrentados pela saúde pública local.

O ressurgimento da poliomielite em Gaza é um alerta alarmante que revela as fragilidades do sistema de saúde da região. É imprescindível que as medidas de vacinação sejam implementadas de forma eficaz e que a comunidade internacional se mantenha vigilante. Um cessar-fogo é vital para garantir que as crianças recebam a proteção necessária e para que a paz se torne uma prioridade.

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