Saúde

Vítimas da tragédia da Samarco ganham voz após oito anos

Antonio Cruz/ Agência Brasil

Representantes eleitos para a gestão da reparação marcam um passo importante.

A luta por justiça após a tragédia de Mariana se torna mais significativa com a inclusão das vítimas na gestão da reparação. Este momento histórico, celebrado em Belo Horizonte, é um reflexo do poder da participação cidadã na busca por direitos e reconhecimento.

Após mais de oito anos do rompimento da barragem da mineradora Samarco, as vítimas do desastre finalmente conseguiram eleger seus representantes para participar das diversas instâncias do processo de reparação. No último fim de semana, em Belo Horizonte, essas vozes foram ouvidas, resultando na escolha de nomes para mais de 30 postos nas estruturas de governança da reparação.

A tragédia, que ocorrida em 5 de novembro de 2015, liberou uma avalanche de rejeitos que devastou comunidades ao longo da bacia do Rio Doce, em Minas Gerais e Espírito Santo, resultando em 19 mortes e inúmeros danos sociais e ambientais. O Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado em 2016 entre a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, a União e os governos de Minas Gerais e Espírito Santo, deveria, teoricamente, facilitar a reparação. Ele estabeleceu mais de 40 programas voltados para reconstrução, indenização e recuperação ambiental.

No entanto, o TTAC enfrentou críticas desde o início, especialmente pelo Ministério Público Federal e por entidades representativas das vítimas. Um dos principais pontos de insatisfação era a ausência das vítimas nas negociações e implementações das ações. Agora, passados quase nove anos do desastre, as vítimas estarão presentes na estrutura da Fundação Renova, com a eleição de dois conselheiros para o conselho curador, sete para o conselho consultivo e quatro para a diretoria executiva. Além disso, representantes foram escolhidos para o Comitê Interfederativo e suas dez câmaras técnicas, abordando temas essenciais como saúde, segurança hídrica e restauração ambiental.

A inclusão das vítimas na gestão da reparação é um passo significativo para a justiça social e uma prova de que a participação ativa da sociedade civil pode provocar mudanças necessárias. No entanto, seguimos atentos ao cumprimento das promessas feitas e {à necessidade de reparação e recuperação efetiva das comunidades afetadas.

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