
Jornal Nacional/Reprodução
Pesquisa Quaest revela visões opostas sobre a economia nacional
A nova pesquisa da Quaest traz à tona um retrato multifacetado da economia brasileira, revelando que enquanto alguns cidadãos percebem melhorias, outros enfrentam uma realidade de retrocesso. Essa dualidade expõe uma profunda divisão social que merece nossa atenção.
A recente pesquisa da Quaest, divulgada em 2 de outubro, mostra um aumento significativo nas opiniões sobre a condição econômica do Brasil. A fatia de entrevistados que acredita que a economia piorou subiu de 36% para 41%, enquanto aqueles que percebem uma melhora também cresceram de 28% para 33% em relação ao levantamento anterior realizado em julho. Para 22%, a economia se manteve inalterada, queda em relação aos 32% que tinham essa visão anteriormente.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, destaca que “o país está vivendo realidades distintas“. Ele argumenta que a percepção é polarizada: uma parte da população sente que o governo se empenha em cuidar bem dos mais vulneráveis, enquanto a outra sente abandono, refletindo uma escolha política que gera divisões.
A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, alcançou 2 mil pessoas com 16 anos ou mais, cobrindo as quatro regiões do Brasil entre 25 e 29 de setembro, com uma confiabilidade de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais.
Além disso, a pesquisa revela que as opiniões sobre os combustíveis também se polarizaram, com o número de entrevistados que reportam aumento subindo de 44% para 59%, enquanto a percepção de queda passou de 11% para 17%.
No que diz respeito aos **alimentos** e serviços essenciais, o cenário é um pouco mais positivo: a porcentagem dos que acreditam que os preços dos alimentos aumentaram recuou de 70% para 65%, enquanto aqueles que acham que ficaram mais baratos aumentaram de 12% para 22%. Em relação à conta de água e luz, a percepção geral se manteve instável, mas houve um leve aumento naqueles que acreditar que os preços caíram.
Para o futuro, as expectativas tornam-se ainda mais sombrias, com a proporção de pessoas que acreditam que a situação econômica vai piorar caindo de 52% para 45%, enquanto o otimismo aumentou de 27% para 36%.
A fidelidade ao governo Lula também foi mensurada, com 51% dos eleitores aprovando seu trabalho e 45% desaprovando, embora esses números revelem um leve declínio na aprovação em comparação com levantamentos anteriores.
Esses dados ressaltam a complexidade da situação econômica brasileira e a necessidade urgente de políticas que considerem a diversidade das experiências da população. A pesquisa não apenas lança luz sobre as percepções atuais, mas também enfatiza a importância de um governo que busque a equidade e a justiça social para todos.



