Governo Investirá R$ 500 Milhões em Dragagem de Rios Amazônicos

TV Globo/Reprodução
Ações visam melhorar a navegação nos rios do Norte do Brasil durante a estiagem.
Em uma iniciativa crucial para a navegação nos rios amazônicos, o Ministério de Portos e Aeroportos anunciou que nos próximos cinco anos investirão cerca de R$ 500 milhões em obras de dragagem, especialmente durante os períodos de seca na região Norte do Brasil.
Na última terça-feira (30), o Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, revelou que o governo está prestes a assinar um contrato significativo para a realização de obras de dragagem em diversos rios da Amazônia. Este investimento de aproximadamente R$ 500 milhões visa melhorar a navegação e evitar que barcos encalhem durante a estiagem, um problema recorrente na região.
A dragagem, que consiste em escavar o leito do rio para aumentar sua profundidade, é fundamental para garantir que embarcações maiores possam transitar sem riscos de encalhamento. Durante os períodos de seca, esses barcos enfrentam desafios aumentados devido à redução do nível da água.
“Fizemos essa licitação e estamos na fase de fechamento da ordem de serviço. A nossa expectativa é que, se tudo correr conforme o planejado, até 15 de agosto as ordens de serviço estejam prontas, permitindo que a dragagem seja realizada não apenas agora, mas nos próximos cinco anos”, afirmou o ministro durante a coletiva.
O secretário de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, esclareceu que as dragagens ocorrerão em rios como Solimões, Amazonas e em trechos específicos entre Benjamin Constant e Itacoatiara, além do rio Madeira, que já possui contrato de dragagem ativo.
Essa estratégia visa evitar a necessidade de contratações emergenciais em situações de crise hídrica, uma vez que as estiagens têm se tornado cada vez mais frequentes na região amazônica. “Nossa ideia é programar adequadamente as dragagens para atender consistentemente às demandas da navegação”, completou o ministro.
Um desenvolvimentos preocupante foi a declaração da Agência Nacional de Águas (ANA) sobre a situação crítica de escassez de recursos hídricos nos rios Madeira e Purus, além de afluentes como Acre e Iaco. Essa declaração irá permitir à ANA implementar regras especiais para o uso da água e podem levar ao aumento das tarifas de distribuição de água nas regiões afetadas.
Com o avanço do projeto de dragagem nos rios amazônicos, espera-se que a navegação na região se torne mais segura e eficaz, mitigando os problemas causados pela estiagem. A continuidade desses investimentos ao longo dos próximos cinco anos será crucial para garantir a infraestrutura necessária e o abastecimento de produtos essenciais.
O alcance das obras, especialmente em locais como o rio Madeira, que sustenta importantes usinas hidrelétricas, não só aprimorará a navegação, mas também poderá trazer benefícios econômicos à região.



