Presidente do STJD Descarta Relatórios de IA como Prova de Manipulação de Jogos
Debate na CPI do Senado Revela Divergências sobre Uso de Inteligência Artificial na Investigação de Manipulação de Jogos

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), José Perdiz de Jesus, discutiu nesta quarta-feira na CPI do Senado sobre manipulação de jogos, argumentando que relatórios de Inteligência Artificial (IA) não são conclusivos para determinar se houve manipulação de jogos de futebol. Isso vem em resposta à acusação feita pelo dono do Botafogo, John Textor, de que jogadores do São Paulo teriam feito corpo mole em uma partida contra o Palmeiras, prejudicando o Botafogo em sua corrida pelo título.
A acusação de Textor se baseia em uma análise de IA que detectaria jogadas suspeitas, indicando possível corpo mole por parte dos jogadores. No entanto, Perdiz argumenta que a justiça desportiva, assim como a justiça comum, não pode aceitar apenas esse tipo de evidência, pois a IA pode ser influenciada por diferentes fatores e interpretações.
Tanto Perdiz quanto o procurador-geral da STJD, Ronaldo Botelho Piacente, concordaram que relatórios de empresas de IA, como a Good Game contratada pelo Botafogo, não são suficientes para comprovar manipulação de resultados. Piacente enfatizou que tais relatórios devem ser acompanhados por outras evidências, como quebras de sigilo que demonstrem a compra de jogadores ou dirigentes.
O presidente da CPI, Jorge Kajuru, afirmou que irá solicitar o banimento de Textor do futebol brasileiro caso ele não prove suas acusações. Textor já havia apresentado um extenso relatório à CPI em abril, contendo dados sobre supostas irregularidades em jogos do Campeonato Brasileiro de 2022 e 2023, baseadas em análises da Good Game



