Crisis de Vacinas Afeta Mais de 1,5 Mil Municípios no Brasil

Agência Brasil
Faltam imunizantes essenciais para crianças e população
A recente pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela uma alarmante crise de vacinas em mais de 1,5 mil municípios brasileiros, destacando a urgência em garantir o acesso à imunização para as crianças.
Mais de 1,5 mil municípios enfrentam uma grave falta de vacinas, segundo um levantamento divulgado pela CNM nesta sexta-feira (13). Dos 2.415 municípios pesquisados, 1.563, o que representa 64,7% dos respondentes, relatam que estão sem imunizantes há mais de 30 dias. Esse cenário é ainda mais preocupante quando se observa que cerca de 28% do total de municípios no Brasil está envolvido nessa situação.
A vacina contra varicela é a mais afetada, com falhas em 1.210 municípios, com uma média de desabastecimento superior a 90 dias. Esta vacina é crucial para proteger crianças de 4 anos contra a catapora, sendo aplicada como um reforço nessa idade. Além disso, outras vacinas essenciais, como a de covid-19, faltam em 770 municípios, que não têm acesso ao imunizante há 30 dias. A vacina Meningocócica C, que previne infecções graves, está indisponível em 546 municípios há quase 90 dias.
O levantamento destaca ainda a escassez de vacinas como a Tetraviral (447 municípios), Hepatite A (307 municípios) e DTP (288 municípios). O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, enfatiza a responsabilidade do governo federal na compra e distribuição das vacinas, fazendo um apelo ao Ministério da Saúde para que tome medidas rápidas em resposta a essa escassez.
Santa Catarina lidera as reportagens de falta de vacinas, com 128 prefeituras (83,7% dos municípios), seguida por Pernambuco (58 municípios, 80,6%) e Paraná (155 municípios, 78,7%). Entre as regiões, o Sudeste é o mais atingido, com 595 municípios sem vacinas, representando 68,5% da área.
Em resposta, o Ministério da Saúde declarou que realiza envios regulares de vacinas, assegurando que a responsabilidade de abastecimento recai sobre os estados. A pasta informa que não há uma falta generalizada e que estratégias estão sendo implementadas em conjunto com os conselhos de saúde.
Este cenário de falta de vacinas não apenas expõe as fragilidades do nosso sistema público de saúde, mas também nos lembra da importância crítica da imunização na proteção da saúde coletiva, especialmente das crianças. É preciso uma mobilização imediata e eficaz para garantir que as vacinas cheguem a todos os cantos do Brasil e que cada criança tenha acesso ao direito à saúde e proteção.



