
divulgação/Honda
Mercado de motos zero km se destaca com 1,4 milhão de emplacamentos até setembro.
O Brasil vive um momento singular no mercado de motocicletas, com um aumento de quase 20% nas vendas de motos zero km em comparação ao ano anterior. Este fenômeno não só indica um fortalecimento da economia, mas também revela novas dinâmicas no uso das motocicletas no país.
Até o terceiro trimestre de 2024, foram emplacadas 1.410.230 motos no Brasil, segundo os dados da Fenabrave. Essa cifra representa um crescimento de 19,45% em relação ao mesmo período do ano passado. Andreta Jr., presidente da Fenabrave, destaca que a demanda por motocicletas tem sido impulsionada por fatores como os custos de aquisição e abastecimento mais baixos, além do uso crescente no setor comercial, especialmente entre entregadores.
Em setembro, no entanto, o número de emplacamentos apresentou uma ligeira queda de 4,4% em relação a agosto, totalizando 156.607 veículos emplacados. Apesar das altíssimas vendas de motos a combustão, o mercado de motos elétricas ainda enfrenta desafios, com uma queda de 18,98% nas vendas até agora.
A continua predominância da Honda é indiscutível: a CG 160 lidera o mercado com mais de 330,2 mil unidades vendidas. A companhia monopoliza as seis primeiras posições na lista das motos mais vendidas, garantindo mais de 69% do mercado nacional.
A seguir, as 10 motos mais vendidas até agora:
- Honda CG 160: 330.254 unidades;
- Honda Biz: 213.054 unidades;
- Honda Pop 110i: 122.703 unidades;
- Honda NXR 160: 115.317 unidades;
- Honda CB300F: 45.010 unidades;
- Honda PCX 160: 43.948 unidades;
- Mottu Sport 110: 42.603 unidades;
- Yamaha YBR 150: 38.755 unidades;
- Yamaha Fazer 250: 36.148 unidades;
- Yamaha XTZ 250: 35.344 unidades.
O mercado se divide, com a Honda abrangendo 69% do total, seguida pela Yamaha com 17,93% e outras marcas como Shineray e Mottu ocupando as fatias menores desse crescente mercado.
O crescimento constante das vendas de motos reflete não apenas uma preferência por veículos de duas rodas, mas também um aprimoramento no custo de vida e nas oportunidades de trabalho que eles proporcionam. A mobilidade urbana continua a se tornar um tema relevante nas discussões sobre igualdade e acessibilidade, apresentando desafios e oportunidades para o futuro.



