Tecnologia Militar: China Exibe Cão-Robô com Espingarda Automática
Cães-robôs armados transformam exercícios militares e redefinem estratégias de combate

Parece algo saído do programa distópico “Black Mirror”, mas é apenas a mais recente adaptação da robótica para o campo de batalha moderno. Durante os exercícios militares recentes com o Camboja, os militares da China apresentaram um cão-robô equipado com uma espingarda automática montada nas costas, transformando o que poderia ser o melhor amigo eletrônico do homem em uma máquina de matar.
“Ele pode servir como um novo membro em nossas operações de combate urbano, substituindo nossos membros humanos para realizar reconhecimento, identificar inimigos e atacar alvos,” afirmou um soldado identificado como Chen Wei, em um vídeo da emissora estatal CCTV.
O vídeo de dois minutos, filmado durante o exercício China-Camboja “Golden Dragon 2024”, mostra o cão-robô andando, pulando, deitando-se e movendo-se para trás, tudo sob o controle de um operador remoto. Em uma das demonstrações, o robô armado conduziu uma unidade de infantaria até um prédio simulado.
Além do cão-robô, a última parte do vídeo mostra um rifle automático montado sob um drone aéreo, ilustrando a “variedade de equipamentos inteligentes não tripulados” da China. Embora o uso de cães-robôs e pequenos drones aéreos em operações militares não seja novidade, um vídeo do CCTV do ano passado também destacou esses caninos eletrônicos armados em exercícios conjuntos com militares de diversos países asiáticos.
Em 2020, a Força Aérea dos EUA demonstrou como utilizou cães robóticos como parte do seu Advanced Battle Management System (ABMS), que usa inteligência artificial e análise rápida de dados para detectar e combater ameaças. Desde a invasão russa da Ucrânia em 2022, drones tornaram-se comuns no campo de batalha, atuando em terra, mar e ar. Esses veículos remotamente controlados são capazes de derrubar máquinas militares sofisticadas, como tanques e navios de guerra.
As capacidades letais dos drones observadas na Ucrânia mostraram que são grandes equalizadores, permitindo que forças militares com orçamentos menores enfrentem inimigos mais bem armados e financiados. A China, um dos principais exportadores mundiais de drones, impôs no ano passado controles de exportação à tecnologia para “salvaguardar a segurança e os interesses nacionais”.
No entanto, os cães robóticos têm mostrado valor de imagem para o Exército de Libertação Popular. Esses robôs têm aparecido nas redes sociais regulamentadas da China há pelo menos um ano. Segundo o jornal estatal Global Times, a presença de cães robóticos em exercícios com militares estrangeiros indica um estágio avançado de desenvolvimento.
“Normalmente, um novo equipamento não será levado para um exercício conjunto com outro país, então os cães-robôs devem ter atingido um certo nível de maturidade técnica,” afirmou o Global Times, citando um especialista não identificado.



