Cármen Lúcia destaca importância de resistir ao autoritarismo

Agência Brasil
Ministra do STF apresenta livro sobre direitos humanos e democracia
Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal, lança o livro Direito de/para todos, enfatizando a resistência contra os retrocessos democráticos em um cenário onde os direitos humanos estão ameaçados.
No dia 2 de setembro, no Rio de Janeiro, Cármen Lúcia apresentou seu mais recente trabalho, o livro Direito de/para todos, que analisa os 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em uma fase alarmante de ataques à democracia no Brasil, a ministra ressalta a importância de compreender as leis que nos protegem e a importância da história de sua conquista.
Em suas palavras, “todas as palavras que estimulam a reflexão sobre liberdade, igualdade e dignidade são fundamentais para criar uma resistência efetiva contra regimes não democráticos, autocráticos ou ditatoriais. São essas as bases necessárias para evitar um retrocesso em nossas conquistas civis.” Essa mensagem poderosa foi compartilhada durante uma entrevista à Agência Brasil.
O lançamento oficial ocorreu na Academia Brasileira de Letras. Anteriormente, Cármen Lúcia, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral, participou do programa Trilha de Letras, transmitido pela TV Brasil, e gravado na BiblioMaison, a biblioteca do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro. O episódio, sob a apresentação de Eliana Alves Cruz, será exibido no dia 11 deste mês.
O livro conta com ilustrações do renomado artista plástico Candido Portinari para cada um dos artigos da declaração. Cármen Lúcia explora o histórico da criação da Organização das Nações Unidas (ONU) e os eventos que culminaram na redacção da Declaração Universal dos Direitos Humanos em dezembro de 1948. Ela enfatiza a repercussão do documento e a necessidade constante de consultar esses artigos para garantir os direitos a todos os cidadãos.
“Desejo que todos aqueles que se preocupam com os direitos humanos possam ver através das obras de Portinari não apenas a beleza, mas também a profundidade das reflexões que esses direitos trazem. Que a leitura provoque um pensamento significativo sobre o que a Constituição Brasileira assegura a cada um de nós,” concluiu a ministra.
Cármen Lúcia evidencia o imperativo de educar e informar a sociedade sobre os direitos humanos em meio a um panorama desafiador. O livro não é apenas uma coleção de reflexões, mas um chamado à ação para que todos permaneçam vigilantes e ativos na defesa da democracia.



