Candidatura de Anthony Garotinho é mantida pelo STJ antes das eleições

Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil
Decisão permite que o ex-governador concorra a vereador no Rio de Janeiro
Em um importante desdobramento judicial a poucos dias das eleições municipais, a candidatura de Anthony Garotinho ao cargo de vereador no Rio de Janeiro foi suspensa devido a acusações sérias, mas agora foi restabelecida pelo STJ.
O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Luís Felipe Salomão, acatou o pedido da defesa de Garotinho nesta quarta-feira (2). Isso significa que, apesar das contestações contra sua candidatura, ele está agora liberado para se candidatar.
A decisão do STJ veio um dia após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) ter decidido manter a impugnação de Garotinho devido a alegações de improbidade administrativa. O ex-governador enfrenta acusações de estar envolvido em um esquema que desviou mais de R$ 234 milhões do setor de saúde em seu governo, o qual ocorreu enquanto sua esposa, Rosinha Garotinho, ocupava o cargo de governadora.
Garotinho se encontra em uma verdadeira batalha judicial para garantir sua participação nas eleições para a Câmara Municipal do Rio. Em setembro passado, o registro de sua candidatura foi indeferido pela Justiça eleitoral a partir de uma ação proposta pela 125ª Promotoria Eleitoral, que apontou sua condenação por improbidade administrativa e declarou sua inelegibilidade por um prazo de oito anos, até 2026.
A juíza Maria Paula Gouvêa Galhardo justificou sua decisão com base na condenação do ex-governador por crimes relacionados à propriedade e lavagem de dinheiro. Em 20 de agosto, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia suspendido os efeitos de outra decisão que impedia Garotinho de participar desta eleição municipal.
É essencial considerar os impactos da decisão do STJ, não apenas para Garotinho, mas para o cenário político como um todo. O restabelecimento da candidatura levanta questões sobre a ética na política e o papel da Justiça na manutenção da integridade eleitoral.



