Aulas na UEA suspensas em Manaus por péssima qualidade do ar

Divulgação/UEA
Instituição promove ensino remoto em meio a poluição alarmante
A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) tomou a decisão acertada de suspender as aulas presenciais nesta quinta (19) e sexta-feira (20) em Manaus e em várias cidades do interior, diante da inquietante qualidade do ar que afeta a saúde de sua comunidade acadêmica.
A qualidade do ar em Manaus, que atingiu alarmantes 207 µg/m³, conforme monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), levou a UEA a agir. O estado de emergência ambiental, causado por uma nova onda de fumaça proveniente das queimadas na região, foi decisivo para essa mudança. A universidade informou que todas as atividades acadêmicas serão realizadas de forma remota, garantindo a segurança e saúde dos alunos e professores.
É essencial destacar que a poluição do ar, considerada boa apenas entre 0 e 25 μm/m³, chegou a níveis críticos, forçando a UEA a tomar medidas que priorizam a saúde coletiva. Como parte dessa precaução, a universidade recomenda o uso de máscaras com alta filtragem, como as PFF1, PFF2 ou PFF3, sempre que estiverem expostos ao ar livre, e sugere que os estudantes e colaboradores se mantenham bem hidratados.
Esse fenômeno de fumaça não é inédito; já é a segunda onda em apenas dez dias, refletindo uma situação ambiental preocupante que afeta todos os 62 municípios do Amazonas, há muito tempo em estado de emergência. Desde o início do mês, já foram registradas 5.033 queimadas, provando que a luta contra as queimadas na Amazônia é urgente e vital.
As ações da UEA são fundamentais em tempos de crise ambiental, ressaltando a importância do cuidado com a saúde pública e a necessidade de garantir a continuidade educativa mesmo diante das adversidades. Este é um lembrete de que a ação coletiva é o caminho para a transformação social e ambiental.



