Alta alarmante: Amazonas registra 3 mil queimadas em agosto

Divulgação/Ibama-AM
Focos de incêndio quase triplicam em comparação a 2023, revelando crise ambiental
A queimadas na Amazônia estão se tornando uma emergência ambiental irrefutável, com o Amazonas registrando casi 3 mil focos de incêndio nos primeiros dez dias de agosto. Esses números alarmantes não apenas expõem a fragilidade do nosso ecossistema, mas também visibilizam o impacto diretos sobre a saúde da população.
Nos primeiros dez dias de agosto, o Amazonas contabilizou 2.845 focos de queimadas, o que representa um aumento de 179,1% em comparação ao mesmo período do ano passado, que teve apenas 1.019 focos de incêndio. Os dados revelados pela plataforma BDQueimadas, mantida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), são um grito de alerta sobre a destruição acelerada da floresta amazônica.
Municípios como Apuí lideram os números, registrando 2.517 focos, seguidos por Lábrea com 1.286 focos. Ambas localizações estão inseridas no que é conhecido como ‘arco do fogo’, uma área onde as queimadas florestais se intensificam devido a práticas agrícolas nocivas.
Em resposta a esta calamidade, o governo estadual instaurou a Operação Aceiro, que envolve o Corpo de Bombeiros desde junho. As equipes já combateram mais de 5 mil focos de incêndio. Entretanto, a ação é insuficiente diante da magnitude da crise.
A qualidade do ar também está em colapso. Em Manaus, neste sábado, a neblina de fumaça dominou a paisagem, com níveis de poluição classificados como “péssimo”, impactando diretamente a saúde e bem-estar da população local.
O bairro Morro da Liberdade foi o mais afetado, com níveis de poluição ultrapassando 151,1 μm/m³, muito acima dos 25 μm/m³ que indicariam uma boa qualidade do ar. Com isso, 22 dos 62 municípios do Amazonas estão em situação de emergência ambiental, com a prática de fogo proibida.
A atual situação reflete a gravidade da crise climática e a necessidade urgente de políticas eficazes e sustentáveis. O Amazonas, mais uma vez, se vê à mercê de um ciclo de destruição que ameaça não apenas seu ecossistema, mas também a saúde de seus habitantes.
O quadro é desolador. O aumento drástico no número de queimadas evidencia não apenas uma crise ambiental, mas a urgência de uma reflexão coletiva sobre nossas práticas e responsabilidade com a natureza. É fundamental que a sociedade se una para exigir ações efetivas e políticas que priorizem a preservação do nosso meio ambiente e garantam a saúde de todos os cidadãos.



