
Cadu Gomes/VPR
Presidente em exercício defende volta do horário de verão após as eleições.
Em uma visita à fábrica da Nestlé em Caçapava, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), abordou temas cruciais que refletem as necessidades energéticas do Brasil e o futuro da sustentabilidade no país. A afirmação de que não há risco de falta de energia vem acompanhada de uma proposta polêmica: o retorno do horário de verão.
Durante a inauguração da quarta linha de produção de KitKat na Nestlé, Alckmin destacou que a volta do horário de verão é uma medida que poderia ser benéfica, mas deve esperar até o término das eleições de outubro. Ele opinou: “Não pode ser feito agora, enquanto não acabar a eleição. Tem problema de horário, tudo isso. Agora, precisa verificar o quanto ajuda, mas um pouco ajuda e isso ajuda a gente a poupar mais.”
Além disso, Alckmin enfatizou a importância de reduzir o uso de usinas termelétricas, que aumentam os custos e impactam negativamente o preço da energia. “Se eu coloco muita termelétrica, eu aumento o preço. Então se a gente diminuir o uso de termelétricas, nós vamos conseguir segurar mais o preço da energia,” afirmou. Essa abordagem é vital em um momento em que a economia e a sustentabilidade precisam caminhar lado a lado.
O investimento de R$ 300 milhões na nova linha de produção da Nestlé é um aporte significativo, e até 2026, a empresa injetará R$ 1,1 bilhão em Caçapava. Essa iniciativa, parte de um plano maior de R$ 8,5 bilhões no Brasil, demonstra a necessidade de crescimento econômico aliado à responsabilidade ambiental.
Recentemente, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) sugeriu a retomada do horário de verão, estimando uma economia de R$ 400 milhões até fevereiro. Desde sua adoção em 1985, o horário de verão visava reduzir o consumo energético, mas sua eficácia se esvaziou ao longo dos anos, levando Jair Bolsonaro a suspender a medida em 2019. Agora, emergem discussões sobre a viabilidade de restaurar essa prática em uma sociedade em constante mudança.
A proposta de Alckmin sobre o horário de verão e a exploração de alternativas energéticas são desafios que refletem as complexidades do nosso tempo. Ao considerar o consumo consciente e a necessidade de um futuro sustentável, é evidente que o Brasil precisa de uma abordagem inovadora e integrada à sua política energética. O verdadeiro progresso começa quando se dá voz às preocupações sociais e ambientais.



