Governo lança Rede Alyne para reduzir mortalidade materna até 2027

Agência Brasil
Iniciativa visa diminuir mortes maternas em 25%, focando em desigualdades
O comprometimento com a vida das mulheres brasileiras é o coração da nova estratégia do governo federal, que busca transformar a realidade da saúde materna no Brasil. A Rede Alyne surge como uma resposta urgente aos alarmantes índices de mortalidade, especialmente entre mulheres negras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta quinta-feira (12), a Rede Alyne, uma reestruturação promovida a partir da antiga Rede Cegonha, que visa proporcionar cuidados a gestantes e bebês na rede pública de saúde. Com um objetivo ambicioso, a iniciativa pretende beneficiar as mulheres com um atendimento humanizado e integral, levando em consideração as desigualdades étnico-raciais e regionais.
A função primordial da nova rede é reduzir a mortalidade materna geral em 25% até 2027, com uma meta ainda mais audaciosa de 50% para as mulheres pretas, cuja taxa de mortalidade em 2022 foi alarmantemente elevada. Os dados mostram que a razão de mortalidade materna (número de óbitos a cada 100 mil nascidos vivos) para mães pretas foi dobrada, com 110,6 mortes, em comparação a 57,7 mortes na média geral.
O lançamento do programa aconteceu em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, onde Lula expressou sua profunda emoção ao compartilhar a dolorosa perda de sua primeira esposa, Maria de Lourdes, e do filho, em 1971. Segundo ele, a morte durante um parto de emergência foi resultado do descaso médico, refletindo as desigualdades que a Rede Alyne busca erradicar.
A nova iniciativa também homenageia Alyne Pimentel, uma mulher que perdeu a vida grávida de seis meses devido à falta de atendimento adequado na rede pública de saúde em Belford Roxo, em 2002. Sua história se torna simbólica da luta incessante por justiça e dignidade na saúde para todas as mulheres brasileiras.
A criação da Rede Alyne é um passo necessário e significativo rumo à equidade na saúde materna no Brasil. Este programa não apenas busca salvar vidas, mas também acaba com o ciclo de desigualdade que historicamente marginaliza mulheres, especialmente as da comunidade negra. O compromisso do governo com essa causa reflete uma visão mais ampla de justiça e humanidade que todos devemos abraçar.



