Justiça mantém prisão de familiares de Djidja por tráfico de drogas

Arquivo Pessoal
Decisão judicial traz à tona o papel da família no mercado de entorpecentes e destaca a necessidade de justiça social.
A Justiça do Amazonas confirmou a prisão de Cleusimar e Ademar Cardoso, mãe e irmão da ex-sinhazinha Djidja, juntamente com mais três pessoas, por tráfico de drogas. A decisão expõe as complexas redes de tráfico que operam sob o manto de grupos religiosos e suas consequências nefárias para as comunidades.
No dia 9 de setembro, a Justiça do Amazonas decidiu manter a prisão de Cleusimar Cardoso e seu filho Ademar Cardoso, ao lado de mais três pessoas, por envolvimentos em um esquema de tráfico de drogas que se disfarçava como um grupo religioso intitulado “Pai, Mãe, Vida”. Sob a fachada de espiritualidade, a família promovia o uso indiscriminado de cetamina, uma droga que, além de causar alucinações, gera sérias dependências tanto em humanos quanto em animais.
A investigação feita pela polícia e pelo Ministério Público revela não apenas a ligação familiar, mas também as implicações de um ciclo que perpetua a dependência e a exploração. O juiz da causa, Celso de Paula, negou o pedido de relaxamento da prisão solicitado pela defesa dos réus e destacou a necessidade de proteger a sociedade de práticas tão prejudiciais.
Durante a audiência, que ocorreu no formato online, foram discutidas as circunstâncias do crime e suas repercussões. As cinco pessoas acusadas que ainda permanecem detidas enfrentam a denúncia de tráfico de drogas e associação para o tráfico, enquanto outros cinco respondem ao processo em liberdade.
Entre os denunciados, Cleusimar e Ademar são portadores de acusações graves, e a evidência apresentada pelo Ministério Público aponta que a mãe de Djidja tinha um papel central nesse esquema criminoso. Segundo o promotor André Virgílio Betola Seffair, “a denunciada guardava em sua residência numerosas caixas de cetamina, fazendo um verdadeiro estoque para distribuir entre seus familiares e colaboradores”.
A liberdade provisória concedida à ex-gerente do salão de beleza de Djidja, Verônica da Costa Seixas, traz à tona reflexões sobre os mecanismos de controle e vigilância que podem ser utilizados como medidas para coibir a criminalidade, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
A decisão judicial é um passo vigoro por justiça, mas também um convite à sociedade para refletir sobre as múltiplas dimensões do tráfico de drogas, desde suas raízes até suas consequências. O caso Djidja é um lembrete da realidade brutal que muitos enfrentam e da necessidade de ações mais resolutivas e abrangentes. Somente através da informação e da compreensão poderemos fomentar mudanças significativas.



