Reforço de 200 bombeiros no Amazonas para combater queimadas

Alex Pazuello/Secom
Aumento alarmante no número de queimadas exige ação imediata
Com as chamas devastando a floresta amazônica, o Amazonas recebe um reforço significativo no combate às queimadas. O envio de 200 bombeiros é uma resposta urgente à grave crise ambiental que o estado enfrenta.
O Amazonas enfrenta um desafio alarmante em relação a queimadas, com mais de 12 mil registros só em 2024, um aumento chocante de 83% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Neste cenário crítico, a movimentação de 200 bombeiros militares para intensificar o combate é uma ação necessária e urgente. O embarque da tropa ocorreu nesta segunda-feira (26), no porto da Ceasa, na Zona Sul de Manaus, como parte da Operação Aceiro 2024.
Os dados, fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), são alarmantes: no dia 24 de agosto, foram registrados 7 mil focos de calor, quebrando recordes anteriores e indicando a gravidade do problema. Esse aumento acentuado coincide com o reconhecimento de que muitos incêndios são causados pela ação humana, especialmente em áreas onde a pecuária é predominante.
A integração dos novos bombeiros, que foram aprovados no último concurso, leva o total para 500 militares atuando no combate às chamas. Entre as cidades que receberão apoio estão Autazes, Careiro Castanho, Manaquiri, Humaitá, Lábrea, Apuí, Boca do Acre e Canutama.
A situação é de emergência ambiental, com 22 dos 62 municípios do estado vivendo sob essa condição. O governo proibiu a prática de queimada por um período de 180 dias, uma ação indispensável para mitigar os danos e proteger o meio ambiente.
Além dos efeitos nocivos nas áreas florestais, a fumaça gerada pelas queimadas tem afetado a qualidade do ar, causando uma densa neblina em Manaus e chegando até regiões do Sul do Brasil.
A soma de esforços é essencial para enfrentar as queimadas no Amazonas. O envio de mais 200 bombeiros é um passo importante, mas a conscientização sobre a responsabilidade humana e as práticas de manejo de fogo são cruciais para proteger essa rica biodiversidade e garantir um futuro sustentável.



