Seca severa no Rio Negro causa crise ambiental e social em Manaus

Matheus Castro
Manaus enfrenta nível crítico com a seca que afeta a população e o meio ambiente
A seca avassaladora que atinge o Rio Negro em Manaus nos lança um alerta urgente sobre a crise ambiental e social que está se desenrolando na região. Com um nível crítico de 22,76 metros, a situação é alarmante e exige nossa atenção.
Na última segunda-feira, 19 de agosto, a Defesa Civil do Amazonas anunciou que o Rio Negro alcançou um nível crítico de 22,76 metros, um novo recorde de queda que nos lembra das cicatrizes profundas deixadas pela seca severa. A previsão para 2024 aponta para uma temporada de estiagem tão devastadora quanto a do ano passado, o que é extremamente preocupante.
Em 2023, a crise hídrica já tinha levado a cidade ao estado de emergência, com o Rio Negro reduzindo-se aos níveis mais baixos em 120 anos. Isto resultou no fechamento de escolas rurais e afetou profundamente pontos turísticos que são parte da identidade de Manaus.
Atualmente, a situação de emergência foi declarada em 20 cidades devido aos efeitos crescentes da seca. Em Envira, a população, já fragilizada, enfrenta o desabastecimento de itens essenciais, enquanto os preços desses produtos dispararam, criando um impacto severo na qualidade de vida da comunidade.
Além disso, um relatório da Defesa Civil indica que a estiagem já afeta 111 mil pessoas. Em agosto, o Rio Negro havia caído 2,42 metros, totalizando uma surpreendente redução de 4,09 metros desde o início da vazante, colocando os cidadão em risco de insegurança hídrica.
Não apenas o Rio Negro enfrenta essa crise, mas também as bacias do Alto Solimões, Médio Solimões e Médio Amazonas, que também estão em condição crítica. Os dados revelam a realidade alarmante: em Tabatinga, o nível do rio está em 0,02 metros, enquanto em Coari, mede 7,66 metros. Em Itacoatiara, o nível do Rio Amazonas é de 8,70 metros na mesma data.
O que mais precisamos para nos mobilizar frente a essa calamidade? A crise da água em Manaus não é apenas um problema ambiental; é uma questão de direitos humanos. Precisamos urgentemente dar voz às comunidades afetadas e exigir ações efetivas que garantam a proteção dos nossos recursos hídricos e o bem-estar da população. Somente assim, poderemos traçar um caminho para a justiça social e ambiental.



