Mário Guerreiro um ícone da indústria e luta na Amazônia se despede

Arquivo pessoal
Líder empresarial deixa legado de coragem e inovação
Na tarde de 15 de agosto, o Amazonas perdeu um de seus maiores ícones. Mário Expedito Neves Guerreiro, empresário, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial e pioneiro na industrialização das fibras na Amazônia, faleceu aos 103 anos em sua casa em Manaus, deixando um legado inspirador que ressoa através das gerações.
Um Legado de Coragem e Inovação
O falecimento de Mário Guerreiro é sentido profundamente por diversas entidades da indústria e comércio do Amazonas. A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) enfatizou a rica trajetória do empresário, reconhecendo seu papel na industrialização da Amazônia: “Mário deixou o legado do homem que dedicou sua vida ao beneficiamento de fibras naturais e ao apoio à Zona Franca de Manaus”.
Uma Vida de Dedicação
Nas redes sociais, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio AM) destacou a liderança admirável de Guerreiro, ressaltando seu comprometimento com o desenvolvimento econômico do estado. “Mário foi um dos grandes líderes empresariais do Amazonas”, afirmaram.
A Associação Comercial do Amazonas (ACA) também expressou seu pesar, lembrando que, durante anos, Mário foi presidente da associação, solidificando sua importância na história comercial do estado.
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), fundado por Guerreiro, ressaltou sua visão empreendedora e o impacto duradouro de suas contribuições: “Seu compromisso com o desenvolvimento regional é um marco histórico”. O diretor executivo da Associação PanAmazônia, Belisário Arce, destacou não apenas seu papel empresarial, mas seu caráter admirável como cidadão que lutou pelo progresso e pela sua terra.
A Vida de um Guerreiro
Mário nasceu em Manaus, no bairro Villa Municipal, e enfrentou dificuldades desde jovem, sendo criado pela mãe e tia após a morte de seu pai. Em 1944, ele se tornou um soldado, lutando na Segunda Guerra Mundial na Itália e retornando ao Brasil em 1945. Em 1951, Guerreiro fundou com Adalberto Valle a Brasiljuta, que se tornou a maior empresa do setor nas Américas.
Volume e impacto de seu trabalho foram evidentes ao longo de sua vida, culminando em sua batalha contra a Covid-19 em 2021, quando, aos 100 anos, sobreviveu a 40 dias de internação. Seu legado é imbivelmente refletido na família que deixou, composta por oito filhos, 12 netos, 22 bisnetos e dois tataranetos.
Mário Guerreiro não foi apenas um empresário, mas um verdadeiro guerreiro em todas as frentes da sua vida. Seu legado continuo deve inspirar as futuras gerações a lutar por uma Amazônia mais sustentável e justa. Que sua história nos lembre da importância de líderes determinados, que abraçam a inovação e a justiça social em suas lutas.



