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Colheita em Angatuba mostra como a demanda no inverno impulsiona os preços
A colheita da goiaba tailandesa em Angatuba, SP, traz à tona a importância da sustentabilidade na agricultura e como a entressafra pode beneficiar não apenas os produtores, mas também a economia local.
Em uma propriedade rural de Angatuba, a goiaba tailandesa, ou suprema, é um símbolo de potencial no mercado. Com mais de 1,5 mil pés cultivados sob a gerência de Yoshihiro Sakashita, a expectativa é colher mais de 15 toneladas a partir de maio, alcançando seu pico de produção durante os meses de junho e julho.
A natureza nos ensina que nos momentos de menor oferta, a demanda e os preços tendem a subir. Em épocas com uma menor quantidade de frutos disponíveis, o quilo da goiaba, que fora do inverno é comercializado a R$ 3,50, pode facilmente ultrapassar os R$ 5. Essa flutuação de preços mostra a relevância do planejamento agrícola e do respeito aos ciclos naturais.
Além dessa vantagem, a incidência reduzida de pragas e doenças no inverno proporciona uma colheita mais saudável e lucrativa. A plantação de Yoshihiro, que ainda é jovem, promete um aumento na produção conforme as árvores alcançam a marca dos cinco anos, consolidando a sustentabilidade e a responsabilidade nas práticas agrícolas.
A colheita é realizada com um enfoque no cuidado e na qualidade dos frutos, sempre buscando a agilidade na coleta. Esta abordagem demonstra como um trabalho responsável pode impulsionar tanto a produção quanto a valorização do produto no mercado.
Em resumo, a colheita de goiaba na entressafra não é apenas uma questão de produção, mas uma ferramenta de transformação econômica para os agricultores. Ao valorizar esta prática, construímos um futuro mais sustentável e justo para todos os envolvidos na cadeia produtiva.



