Revolução dos Supertênis Transformando Corredores em Atletas Velozes

Bruna Azevedo/Arte g1
Tecnologia avançada promete mudanças significativas nas maratonas.
Nos últimos anos, a corrida tem se transformado em um verdadeiro campo de batalha tecnológico. Fabricantes de tênis estão investindo em inovações que visam não apenas o desempenho dos atletas profissionais, mas também de corredores amadores. Vamos explorar como os ‘supertênis’ estão impulsionando essa revolução nas pistas.
A indústria de calçados esportivos tem se dedicado a desenvolver os chamados supertênis, projetados com tecnologias inovadoras como placas de carbono e espumas de alta performance. Esses calçados não são apenas uma ferramenta para atletas profissionais; eles também se tornaram acessíveis a corredores comuns que buscam melhorar seu desempenho.
Histórias como a de Ronaldo da Costa, único brasileiro a ter quebrado o recorde masculino da maratona, revelam o quanto os avanços tecnológicos podem impactar o desempenho. Com um par de supertênis, ele acredita que poderia ter reduzido seu tempo de corrida em até três minutos, um ajuste significativo em uma distância de 42,195 km.
Atualmente, o recorde da maratona masculina é de 2h00min35s, enquanto o tempo recorde feminino é de 2h11min53s. As fabricantes de tênis estão em uma disputa incessante para desenvolver modelos que não apenas melhorem a performance, mas que também ajudem a estabelecer novas marcas em eventos como a maratona.
Os supertênis são equipados com materiais tecnológicos que aumentam tanto a impulsão quanto a estabilidade. Entre as inovações, encontramos calçados que prometem um efeito trampolim: uma camada de carbono nas solas que devolve energia ao corredor a cada passada, permitindo que ele gaste menos força ao correr. Essa tecnologia é retirada diretamente das experiências dos atletas, conforme explica Rudnei Palhano, doutor em Engenharia de Materiais.
A prática do chamado ‘doping mecânico’ também trouxe polêmicas às inovações. Após surgirem os Vaporfly da Nike, a World Athletics instituiu regras para limitar o uso de tecnologia em competições, garantindo que os tênis fossem acessíveis a todos os atletas.
Curiosamente, além das placas de carbono, uma nova tendência é a impressão 3D dos tênis, permitindo que sejam moldados perfeitamente aos pés dos corredores. Essa técnica é uma promessa para o futuro próximo, prometendo um ajuste mais confortável e eficiente para todos.
A expectativa é de que, com a popularização dos supertênis, cada vez mais corredores amadores tenham acesso a tecnologias que antes eram exclusivas dos atletas de elite. Com o tempo, esses calçados que hoje custam milhares de reais deverão se tornar mais acessíveis, permitindo que mais pessoas se beneficiem deles.
Com os recordes da maratona retornando ao foco, Ronaldo da Costa sinaliza que temos muito a esperar: ‘Não vai demorar. Do jeito que os atletas estão cada vez mais treinados, tudo é possível’.
Os supertênis não representam apenas um avanço em tecnologia esportiva, mas também uma evolução em como entendemos o esporte e o desempenho humano. Ao democratizar o acesso a esses recursos, caminhamos para um futuro onde todos, independentemente de seu nível de habilidade, podem buscar a excelência nas corridas.



