Amazonas

Manaus enfrenta grave crise ambiental com fumaça densa no ar


Queimadas no Sul do Amazonas agravam poluição e saúde pública

Neste sábado (10), Manaus acordou sob uma densa camada de fumaça, resultado direto das queimadas que assolam o Sul do Amazonas. Um alerta não apenas para a qualidade do ar, mas para a saúde de toda a população da região.

A cidade de Manaus amanheceu envolta em uma espessa ‘neblina’ de fumaça, gerada, principalmente, pelas queimadas que ocorrem no Sul do Amazonas e em estados vizinhos, conforme indicou a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Ano passado, Manaus foi considerada uma das cidades com a pior qualidade do ar do mundo, e essa tendência alarmante se repete.

No ano de 2023, o Amazonas enfrentou uma seca histórica, cuja mácula deixou cicatrizes visíveis em 2024. Dados do sistema ‘Selva’, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), indicaram que bairros das zonas Sul e Oeste foram os mais atingidos. No Morro da Liberdade, o índice de poluição atingiu 89.9, um nível perigoso para a saúde pública.

O estado atualmente vivencia uma emergência ambiental, afetando 22 dos 62 municípios. A prática de incêndios, mesmo sob técnicas controladas, está suspensa por um período de 180 dias. O mês de julho de 2024 foi crítico, com o Amazonas quebrando recordes de queimadas, contabilizando 4.241 focos de incêndio, o maior número desde o início da monitorização em 1998.

O Corpo de Bombeiros tem estado ativamente engajado na luta contra as queimadas através da Operação Aceiro, enquanto o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) colabora com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) no combate a essa crise devastadora.

Manaus, uma vitrine da biodiversidade da Amazônia, pede socorro. O que está em jogo não é apenas a qualidade do ar, mas a vida e bem-estar de milhares de cidadãos.

A situação de Manaus é um grito de alerta. Queimadas e a crescente poluição do ar refletem a urgente necessidade de uma ação coletiva e governamental. Proteger a Amazônia e minimizar o impacto das queimadas é um imperativo para a saúde pública e para o futuro do nosso planeta.

Opinião do Redator!

Essa situação em Manaus não é apenas um problema local; é um chamado à ação para todos nós. Precisamos urgentemente reavaliar nossas práticas e proteger a Amazônia, não apenas pela riqueza natural, mas pela saúde de todos que aqui vivem. O jornalismo deve se tornar a voz dos que carecem de proteção e justiça neste cenário crítico.

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