Taxa de Desemprego no Brasil em Abril é a Menor desde 2014.
Taxa de Desemprego no Brasil Registra 7,5%, Rendimento Médio Aumenta 4,7%.

A taxa de desemprego no Brasil, referente ao trimestre encerrado em abril, atingiu o patamar de 7,5%, marcando o menor índice para esse período desde 2014. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o cenário apresenta estabilidade em relação ao trimestre móvel anterior (7,6%) e registra uma queda de 1 ponto percentual em relação a abril de 2023 (8,5%).
A pesquisa, que abrange todas as formas de ocupação de pessoas a partir dos 14 anos de idade, revelou que a população desocupada ficou em 8,2 milhões, mantendo-se praticamente estável em relação ao trimestre móvel anterior. No entanto, em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma redução significativa de 9,7%, representando menos 882 mil desocupados.
Por outro lado, o número de trabalhadores ocupados permaneceu estável em 100,8 milhões, em relação ao trimestre anterior, registrando um aumento de 2,8% em comparação com o mesmo período do ano passado, o que equivale a 2,8 milhões de pessoas empregadas.
De acordo com Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, o mercado de trabalho brasileiro vem apresentando resultados positivos, com uma redução na taxa de desocupação e um crescimento no número de trabalhadores. Ela destacou a redução das perdas de emprego no comércio e a retomada da contratação de trabalhadores do setor público nas áreas de saúde e educação como fatores que contribuíram para a estabilidade da desocupação em 2024.
A pesquisa também revelou que o rendimento médio do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.151, registrando um aumento de 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento resultou em uma massa de rendimentos de R$ 313,1 bilhões, um recorde na série histórica e um aumento de 7,9% em comparação com o mesmo período de 2023.
Apesar dos números positivos, a pesquisa não contempla os impactos da calamidade causada pelos temporais que atingiram o Rio Grande do Sul no fim de abril e em maio. O IBGE está realizando esforços para continuar coletando informações da região, incluindo tentativas de contato por telefone em áreas onde as equipes de coleta presencial não podem chegar devido a danos em infraestrutura.



